
![]() ![]() ![]() |
BRASIL
,
Sul
,
CURITIBA
,
Mulher
,
Portuguese
,
Spanish
,
Informática e Internet
,
Música
,
tirar fotos, conhecer gente nova, VIVER!
MSN - |
Meu Humor
Nome:???
Idade: 23
Cidade: Curitiba/ PR
Eu gosto: Ouvir músicas, andar de moto sem destino, conversar com os amigos, conhecer gente nova com culturas diferentes, organização, responsabilidade....
NickName: Hullyanna.
E-Mail/MSN: caraca.com.br@hotmail.com

Links







Votação
Dê
uma nota para meu blog
::Indique esse Blog
Visitas
Créditos


SEMEADURA PROMISSORA
É bastante comum professores reclamarem das dificuldades em sala de aula, com crianças e jovens mal-educados e agressivos.
Alguns chegam a se tomar de tristeza, admitindo que, por mais invistam nos alunos, eles parecem permanecer exatamente do mesmo tamanho.
Talvez fosse esse também o pensamento daquela cansada professora. Dava graças a Deus por estar aposentada.
Com a perna esquerda a lhe doer, de forma quase constante, problemas com pressão arterial e tonteiras, pensava:
Não tenho mais energia para ensinar, hoje em dia.
Dirigindo-se para a fila do caixa do supermercado, ela não pôde deixar de olhar para o casal à sua frente.
A mulher estava grávida e quatro crianças a rodeavam. O que chamou a atenção da professora foi a tatuagem no pescoço do rapaz.
Ele esteve preso, pensou.
Observando-o um tanto mais, viu as calças largas, a camiseta branca e o cabelo raspado.
Deve fazer parte de uma gangue, disse para si mesma.
Então, ele se voltou para ela. Sorriu e insistiu para que ela passasse à frente.
Não, disse a professora. Vocês estão com crianças.
Devemos respeitar os mais velhos, defendeu-se o homem.
E fez um gesto largo, indicando o caminho para ela.
Um sorriso meio desajeitado chegou aos lábios dela. Era bom encontrar um cavalheiro, afinal.
E dizer que pensara tão mal dele. Julgara-o pela aparência. Intrigada, virou-se para ele, enquanto os itens de sua compra eram registrados pela atendente e perguntou:
Diga-me uma coisa, rapaz: quem lhe ensinou boas maneiras?
O rapaz abriu um sorriso, olhou-a nos olhos e afirmou:
A senhora, sra. Simpson, na terceira série.
A toda semeadura existe uma colheita. Quem semeia vento, colhe tempestades, diz o ditado popular.
E Jesus, enaltecendo a semeadura, narra a Parábola do Semeador que saiu a semear.
Isso nos diz que importante se faz a semeadura. A semeadura dos bons exemplos, do bom ensino.
Mesmo quando se possa pensar que a semente caiu sobre pedregulhos, ou terreno inculto, existe esperança.
Porque, às vezes, é equivocada a nossa observação. Quando as crianças parecem estar alheias a todo ensino, ainda assim absorvem as sementes.
Logo mais ou em tempo distante, rebentarão em grãos e frutos.
Por isso, não nos cansemos de semear, de falar o bem, ensinar o correto.
Mais que tudo, exemplifiquemos sempre. Porque, em síntese, todos somos educadores, mesmo sem atentarmos para isso.
A nossa delicadeza agradecendo ao atendente no comércio, a gentileza cedendo o lugar ao outro, o sorriso e um pedido de desculpas por esbarrão involuntário, tudo está sendo visto por alguém.
E servirá de exemplo. Exemplo que contagia.
Assim, em qualquer lugar, ensinemos sempre. Aos nossos filhos, aos nossos alunos, aos colegas de repartição, aos amigos.
Em meio à pressa de que o Mundo parece estar pleno, pare para ajudar alguém.
Ceda sua vez no trânsito, espere com paciência, não aumente o rol dos reclamantes e resmungões.
Seja você o que semeia tranqüilidade em meio à confusão. O que emita uma palavra de serenidade, quando os outros se apresentam inquietos.
Onde quer que vá, espalhe as suas sementes de paz, de delicadeza, de gentileza.
Muito antes que você possa imaginar, perceberá no campo verdejante da sua comunidade, as flores aparecerem e os frutos se apresentarem.
Acredite nisso!


Curriculum Vitae
"Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais dificeis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "- Qual sua experiência?" Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "- experiência...experiência..." Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"